quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

YUMI

Era linda. Sabia cultivar e cativar amigos. Doce, exprimia sentimento nas notas de seu violão. Falava de amor e de outras coisas dignas que tanto acreditava.

De súbito morreu. Semelhante a outros tantos que nesta vida não tiveram tanta sorte e se formaram a margem da sociedade, distantes de sonhos e de uma pobre vida rica.

A morte, sombria e quase sempre imprevisível, nos iguala a todos. Sem preconceito nos engole indistintamente. O berço, entretanto, às vezes pode conceder privilégios que são negados aos anônimos, os quais o único benefício é de ser um número.

Chora a menina da favela o mesmo pranto dos que freqüentam os jardins. Chora um choro que não é seu, mas do qual é complacente. (Rodrigo Dias)

Nenhum comentário: